Quando Recorrer ao Serviço de Apoio Domiciliário

Apoio Domiciliário - PT Medical

Quando Recorrer ao Serviço de Apoio Domiciliário?

Infelizmente, na vida de muitas famílias, chega uma altura em que alguns desses membros, habitualmente mais idosos, necessitam de ajuda para fazer tarefas simples do dia-a-dia, alguma supervisão ou então cuidados a tempo inteiro. Tendo em consideração que existem várias opções disponíveis no mercado, será importante conhecermos e compreendermos as alternativas.

Não é muito habitual pensarmos nesta situação até as necessidades estarem presentes. Essa necessidade surge, frequentemente, após alguma ocorrência que nos chama a atenção para a fragilidade das pessoas que necessitam de ajuda. O idoso sofreu uma queda e foi hospitalizado; não tem tido uma alimentação apropriada pelas dificuldades que apresenta na confecção da comida; teve um acidente doméstico importante; teve um Acidente Vascular Cerebral e ficou com as funções motoras comprometidas; apresenta uma doença grave, sem cura e progressiva, etc.

Muitas vezes, a nossa primeira opção é tomarmos conta dos nossos familiares…assumimos essa responsabilidade. É uma atitude correta e demonstra o carinho e afeto que essa pessoa despertou ao longo da vida. No entanto, devido a vários fatores, muitas vezes isso não é possível. O idoso vive noutra cidade ou vive no interior; os familiares trabalham todo o dia e não conseguem organizar-se no sentido de ajudar o idoso; os familiares, devido à especificidade do serviço, não têm as habilitações ou experiência necessária para prestar cuidados com a qualidade e dignidade que o idoso merece.

Inesperadamente, o nosso familiar está com necessidades e não temos solução imediata para o problema, nem sabemos os passos a seguir. Esta falta de planeamento pode levar a decisões precipitadas, que não vão de encontro às necessidades específicas do idoso e não respeitam a sua vontade. Além disso, essas decisões podem ter custos mais elevados para toda a família.

Assim, este planeamento antecipado permite perceber as alternativas existentes no mercado, discutir com os familiares essas alternativas e tomar a decisão mais equilibrada para toda a família. Além disso, o planeamento antecipado destas situações permitem pensar na situação do lado financeiro, tendo em consideração que, dependendo do serviço, os custos a serem suportados poderão ser importantes.

Os idosos também devem fazer parte do processo de decisão. Por vezes, isso não é uma tarefa fácil. O medo da mudança, a negação relativamente à necessidade de ajuda, não quererem perder a independência, não quererem ser um “fardo” para a família, tudo isto poderá dificultar o processo. A melhor forma de lidar com a situação é discutir todo o processo de uma forma calma, aberta, evitando pressões ou confrontos com o idoso. A existência de situações de confronto dificulta muito a aceitação de ajuda, mesmo que o idoso perceba que precisa dela.

Por vezes, ouvir uma opinião de alguém de fora da família, como um(a) assistente social, médico(a), gerontólogo(a), poderá ser a motivação necessária para avançar com o processo.

Quando Considerar o Apoio ao Idoso?

As exigências profissionais e pessoais dos dias de hoje não permitem acompanhar diariamente os familiares mais idosos. Como falamos, muitas vezes as necessidades deste grupo passa despercebida ou os próprios idosos negam a necessidade de apoio.

Existem alguns sinais de alerta que auxiliam a determinar se a pessoa necessita de assistência imediata ou virá a necessitar durante os próximos anos:

  • A aparência do idoso pode ser um sinal de limitações físicas ou mentais. Sinais como roupa suja, ausência de higiene pessoal com recusa em tomar banho, a desorganização do lar, podem dar indícios de alterações comportamentais relevantes.
  • O discurso do nosso familiar pode dizer-nos muito acerca do estado mental. Não devemos assumir que uma conversa sem sentido ou a repetição frequente de perguntas “é da idade”. O aparecimento de problemas de saúde mental, como a demência, por vezes é muito lento e devemos valorizar pequenas alterações. Nesta fase, será importante consultar um médico para ajudar no diagnóstico do problema, se existir.
  • Verificar a confecção da comida e a toma da medicação são formas de avaliar a autonomia do seu familiar. Não conseguir cozinhar sozinho, com perda de peso associada, e o esquecimento da toma da medicação são dois sinais de alerta importantes aos quais é necessário estar atento.

O próximo passo no processo é determinar que tipo de cuidado e que apoio será necessário para que o sénior continue a viver confortavelmente e com o nível de cuidados adequados.

Quais são as opções?

Existem várias opções disponíveis quando nos referimos ao apoio a idosos.

Há respostas sociais de públicas e privadas. Algumas implicam institucionalização, outras permitem a permanência da pessoa em casa, mas todas têm como objectivo a melhoria da qualidade de vida. A solução a escolher deve ser a mais adequada às necessidades e estar de acordo com a vontade da pessoa idosa.

Centro de Dia – consiste num estabelecimento, que presta um conjunto de serviços durante o dia e contribuem para a permanência dos idosos no seu meio sócio-familiar. Asseguram serviços como refeições, convívio, ocupação, férias organizadas, entre outras actividades.

Centro de Convívio – consiste num espaço onde as pessoas podem conviver e ocupar os tempos livres, com actividades lúdicas, normalmente existem nas juntas de freguesia ou em associações ligadas à terceira idade.

Apoio Domiciliário – consiste na prestação de cuidados no domicílio aos idosos, de forma temporária ou permanente, de modo a assegurar as suas necessidades básicas. Os cuidados podem incluir a preparação ou entrega de refeições, auxílio na gestão doméstica, apoio no banho, higiene pessoal e acompanhamento em saídas ao exterior. Os serviços podem também incluir serviços médicos, de enfermagem, fisioterapia, terapia da fala ou terapia ocupacional ao domicílio.

Apoio residencial/Lar – consiste num estabelecimento de acolhimento, assegurando o fornecimento da alimentação, cuidados de saúde, higiene e conforto. É também um local onde deve ser estimulado o convívio e a ocupação dos tempos livres através da animação social.

Residências assistidas – consistem num estabelecimento idêntico ao lar, mas com a privacidade de uma habitação. Isto é, um conjunto de pequenas habitações sejam apartamentos ou moradias, geralmente com a dimensão de um T1, onde está assegurado o fornecimento da alimentação, cuidados de saúde, higiene, bem como, o convívio e ocupação de tempos livres através de actividades lúdicas.

No processo de avaliação e determinação da resposta a escolher é necessário considerar as carências, objectivos e desejos dos nossos familiares.

O apoio é temporário ou a longo prazo?  Uma pessoa pode ser institucionalizada para reabilitação a seguir a uma cirurgia ou situação de recuperação de AVC, e após esse período regressar a casa. Em outras circunstâncias, as necessidades são melhor asseguradas pela institucionalização num ambiente no qual possa permanecer durante vários anos.

Independência: Pode o idoso viver sozinho? E mais importante, deseja-o?

Privacidade: Geralmente, a privacidade diminui à medida que aumenta a necessidade de cuidados. Se o desejo do sénior por privacidade for fundamental, o apoio domiciliário será mais adequado que a institucionalização.

Necessidades de cuidados pessoais: Quanto e que tipo de cuidados pessoais são necessários e desejados?

Necessidades de cuidados médicos: Se o idoso tem uma doença crónica que implica cuidados médicos ou cuidados de enfermagem continuados, a situação de institucionalização poderá ser mais adequada.

Custos: É importante compreender os aspectos financeiros das opções para idosos, para determinar quais as opções que podem considerar.

O Apoio Domiciliário Será a Melhor Opção?

O apoio domiciliário é actualmente uma resposta muito procurada pela população mais envelhecida. Para muitos adultos e idosos que necessitam de apoio, ter um serviço de cuidados domiciliários é a diferença entre manterem-se em casa ou serem admitidos num lar ou residência sénior.

As instituições que prestam apoio domiciliário têm surgido pelo país por forma a dar resposta às crescentes necessidades da população idosa, pelo que se torna fundamental encontrar uma instituição que preste o serviço com qualidade.

As empresas credíveis têm um processo de selecção e formação de colaboradores estruturado, fazem avaliações domiciliárias e oferecem serviços personalizados às necessidades dos mais idosos.

A grande vantagem do apoio domiciliário é permitir que o idoso continue a viver de forma independente no seu ambiente familiar. Sabemos que a maioria dos idosos preferem esta opção. Mesmo em situações em que a pessoa está doente, existe sempre o sentimento que está no seu lar. Um outro benefício é que o apoio em casa permite companhia, algo que muitas vezes falta na vida dos mais idosos. Muitas vezes há dificuldades em sair de casa o que potencia o seu isolamento.O idoso tem assim alguém que o auxilia nos seus próprios cuidados pessoais e nas actividades do dia-a-dia e, adicionalmente, uma companhia.

Os filhos optam pelo apoio domiciliário porque lhes permite paz de espírito ao saberem que os seus pais estão acompanhados. Com as crescentes exigências profissionais e familiares e, por vezes, a complexidade de se viver num local diferente, torna-se difícil verificar com regularidade se os pais estão bem e responder às suas necessidades. Com os serviços de apoio domiciliário as famílias sentem-se confiantes de que os seus pais estão seguros e recebem o tipo de cuidados que necessitam em casa.

A maioria dos serviços de apoio domiciliário é privada o que significa que o idoso ou a família são responsáveis pelo pagamento. Actualmente existem seguros de saúde que já consideram esta opção e existem subsistemas sociais e de saúde que comparticipam parte das despesas, mas na sua maioria cabe aos particulares assegurarem o pagamento integral dos serviços. Os valores variam substancialmente por zona e tipo de cuidados necessários, normalmente entre 4€/h a 8€/h.

O Que Procurar Num Serviço de Apoio Domiciliário?

Quando escolhe um serviço de apoio domiciliário é importante conhecer as questões a colocar antes de tomar qualquer decisão. Conduzir uma entrevista presencial permite-lhe avaliar a si e ao seu membro da família o serviço mais adequado à situação. Em seguida encontra uma lista de questões que um serviço de apoio domiciliário deve ser capaz de responder de forma satisfatória.

A instituição presta este serviço tem alvará/licenciamento? Uma instituição credível tem que tem um alvará/licenciamento por parte da segurança social por forma a prestar este tipo de serviços. 

Qual é a organização da empresa, ao nível das chefias? A empresa apresenta recursos humanos competentes, da área da saúde,  ou é uma instituição composta por pessoas sem formação nesta área?

Os ajudantes familiares são colaboradores da empresa? Se não for o caso, o idoso torna-se a entidade empregadora e será responsável pela contratualização das pessoas, pagamento de férias, seguros de acidentes pessoais contribuições à segurança social.

A empresa tem seguros que respondem a situações de acidentes ou outros? Uma empresa credível tem seguro de acidentes pessoais para os seus colaboradores, bem como seguro de responsabilidade civil para assegurar situações de acidentes ou danos do idoso.

Existe um contrato por escrito que explique os serviços que vão ser prestados? Deve receber todos os documentos que definem o apoio prestado, incluindo as questões contratuais, antes de o apoio ter início, para que não existam interpretações erradas acerca dos serviços prestados.

Existem contingências se o ajudante familiar não estiver disponível para o apoio? Existem situações em que o cuidador não pode ir trabalhar. A empresa tem colaboradores suficientes para cobrir a situação de falta?

A empresa tem uma oferta integrada de outro tipo de cuidados de saúde, como médico, enfermeiro, fisioterapeuta, terapia da fala e outro tipo de cuidados ao domicílio? Uma empresa com cuidados integrados oferece uma rapidez de resolução dos problemas superior, uma transmissão de informação aos familiares mais célere e consegue controlar a qualidade dos prestadores de serviços. Se a empresa de apoio domiciliário subcontrata os serviços, a qualidade poderá não estar garantida. Além disso, o custo associado a esses serviços tendem a ser superiores.

A empresa é um franchising? O problema do franchising é a pouca flexibilidade da gestão e o facto de ter que existir uma partilha de lucros com a casa-mãe. Isso poderá encarecer os serviços prestados e não haver flexibilidade suficiente para dar resposta às solicitações dos familiares.

 

E contratar uma pessoa diretamente?

A contratação direta de uma pessoa tende a ser mais económico que a contratação de uma empresa de apoio domiciliário. No entanto, é necessário considerar as consequências dessa contratação direta. Se a pessoa faltar, quem a vai substituir? A pessoa tem a formação necessária? Se houver um acidente de trabalho, tem seguro para cobrir essas situações?  As consequências a médio/longo prazo da contratação de uma pessoa directamente, podem não valer a pena o risco.

PT Medical – Apoio Domiciliário de Confiança

A PT Medical – Serviços de Saúde é empresa licienciada pela segurança social (Licença de Funcionamento n.º 27/2016) para a prestação de serviços de apoio domiciliário. Apresentamos um conjunto alargado de ofertas, adaptadas às necessidades dos idosos e dos seus familiares. Cada plano de cuidados é totalmente desenhado em função das necessidades e preferências do idoso, bem como as prioridades da família.

Os nossos serviços incluem:

Cuidados Familiares: Companhia, Preparação de Refeições, Tarefas Domésticas Leves, Transporte;

Cuidados Pessoais: Higiene Pessoal, Posicionamentos e Transferências, Cuidados Especiais;

Programas de Acompanhamento individualizados para:  Doenças de Alzheimer, Parkinson, Doenças Degenerativas e Oncológicas.

Acompanhamento Permanente (Lar em Casa): Diurno, Nocturno, 24 horas, Serviços em Regime Interno.

Prestação de Serviços de Saúde ao Domicílio: Consultas Médicas (Urgência, Psiquiatria, Neurologia e Ortopedia), Enfermagem, Terapia da Fala, Terapia Ocupacional, Fisioterapia e Nutrição.

A PT Medical faz avaliações periódicas com a família e idoso, para averiguar a qualidade e prestação dos serviços, responder a algumas preocupações ou redefinir serviços que possam ser necessários. Esta situação é muito benéfica para as famílias que vivem distantes do sénior.

Saiba mais…

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